No silêncio da minha inocência , ainda espero por ti pai...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Não me lembro dum unico momento , não me lembro dum unico olhar , não me lembro de nada em ti . Não me lembro de te ver a degradar e a partires sem aviso . Não sei como és , nunca soube . Queria sentir os teus traços no rosto , queria sentir-te ao meu lado . Enquanto ando pelos corredores olho para dentro das salas e dos quartos a espera de te encontrar . Quando ando na rua olho para dentro dos carros numa tentativa frustrada dos meus olhos te verem , mas se virem , eu não sei quem és ... Sofro todos os dias por um desconhecido do meu sangue . Um desconhecido que é metade de mim . Não me passa ao lado , como todos pensam que passa . Mas sou forte , eu sempre fui forte . Fui forte quando dava o toque de saida da escola e não eras tu que lá estavas . Fui forte quando a noite não eras tu que me abraçavas e contavas sempre a mesma história . Tinhas que vir destruir a minha força não era? Chorei horas , chorei dias , a espera do proximo telefonema numa esperança de que tivesses mudado . Mas não mudas-te . Lembro-me da tua voz ao telefone . Uma voz sem cara . Se algum dias me vires , por favor passa por mim sem dizeres nada . Sem que eu entenda que és tu . Por favor , não faças com que a minha força vá de novo . É a unica coisa que peço de ti . A unica . Deixa-me tentar ser feliz , e não me destruas mais por dentro . Quero ficar com a tua voz sem cara a dizer " o pai sempre te amou , desculpa " não quero ter mais memorias tuas . Não quero .

1 comentários:

Anónimo disse...

sou um cobarde nao te posso dizer mais